AGORA É LEI – Viaduto 31 de março agora se chama Viaduto Therezinha Zerbini

No sábado de carnaval foi publicada no Diário Oficial do Município a sanção da Lei nº 16.846 de 09 de fevereiro de 2018. Trata-se da mudança do nome do Viaduto 31 de março para Therezinha Zerbini.

O projeto de lei é de autoria da vereadora Adriana Ramalho, líder da bancada do PSDB na Câmara Municipal de São Paulo (CMSP). A mudança foi proposta com base no programa Ruas de Memória, que nasceu na Comissão da Verdade da CMSP, e que pretende alterar o nome de ruas que homenageiam violadores de direitos humanos da ditadura militar. O viaduto foi denominado 31 de março para lembrar o dia do golpe.

Somos mais que 16%

Além disso, a vereadora Adriana Ramalho também aderiu ao projeto “Somos mais que 16%”, criado pela agência FCB, que promove a discussão sobre a estatística de que apenas 16% das ruas de São Paulo têm nome de mulheres. A intenção do projeto é incentivar o aumento das homenagens às mulheres, que também fazem a história da cidade.

Luta pela Anistia

A advogada Therezinha Zerbini foi uma ativista pelos direitos humanos e fundadora do Movimento Feminino pela Anistia, que defendeu o retorno de exilados políticos ao Brasil durante a ditadura militar. O movimento, iniciado em 1975, culminou na criação da Lei da Anistia.

O marido de Therezinha, Euryale de Jesus Zerbini, foi um dos generais que resistiram à deposição de João Goulart e, por isso, foi preso e cassado pelo regime em 1964. Em 1970, a ativista passou oito meses presa, foi enquadrada na Lei de Segurança Nacional por ter intermediado o empréstimo do sítio para Frei Tito, onde foi realizado o Congresso da UNE, em Ibiúna.

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