Apoio à greve dos trabalhadores da construção civil

Sr. Presidente, caras vereadoras, caros vereadores, amigas e amigos que nos acompanham da galeria, pela TV Câmara e pela internet, desde a meia-noite de hoje os trabalhadores da Construção Civil de São Paulo estão em greve.

O Sintracon, Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil, sempre pautou as negociações da Convenção Coletiva de Trabalho no diálogo. A greve é o último recurso, quando os representantes patronais se recusam a avançar nesse diálogo ou querem retirar direitos dos trabalhadores.

Na gestão do Presidente Ramalho da Construção, o Sintracon conquistou para a categoria: 12 anos seguidos de aumento salarial acima da inflação; café da manhã; uniforme e equipamentos de segurança; banheiros e vestiários dignos.

Agora, algumas dessas conquistas estão em risco. E apesar de toda a disposição ao diálogo demonstrada pelo Sintracon, a categoria não vai aceitar retrocessos. E por isso 270 mil trabalhadores da construção civil estão em greve.

O Brasil passou por uma reforma trabalhista extremamente perversa para com os trabalhadores brasileiros. A ponto de ser permitido que a mulher grávida realize atividades insalubres, e com o trabalho intermitente hoje temos empregos precários que, ao final de um mês, não garantem sequer o salário mínimo ao trabalhador.

Por isso é tão importante essa mobilização do Sintracon, com apoio de diversos sindicatos de outras categorias porque neste ano a luta não é apenas pela valorização, dignidade e segurança do trabalhador. A luta é contra a precarização generalizada das relações de trabalho.

Para que o desenvolvimento do País aconteça, trabalhadores e empresários precisam estar lado a lado, um respeitando os direitos do outro porque um precisa do outro. Mas, quando o trabalhador é desrespeitado, eu e meu pai Ramalho da Construção temos lado: e o lado é do trabalhador.

Todo o meu apoio à grande mobilização dos trabalhadores da construção civil, que ficarão de braços cruzados até que o patronal volte à mesa de negociações sem ameaças aos direitos conquistados pela categoria.

Por isso hoje eu protocolei uma moção de apoio à greve iniciada pelo setor da construção civil sendo liderada pelo Presidente Ramalho da Construção, Presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Setor da Construção Civil de São Paulo.

Essa mobilização é por causa de uma resistência, por causa de vários meses de tentativas de negociação, uma resistência ao diálogo, que vem inclusive com ameaças de retirada de direito de anos de luta perante a classe trabalhadora do setor da construção civil. É uma época que posso dizer que meu pai viveu no setor da construção civil, quando não havia banheiro, refeitório, chuveiro, café da manhã e nem equipamento de proteção individual.

Posso dizer que o Ramalho, toda a diretoria e vários outros trabalhadores que se uniram durante décadas para lutar por esses direitos, hoje, sofrem o risco de terem esses direitos segregados. Não podemos permitir isso e por isso a greve está acontecendo, por causa desse excesso, por causa dessas ameaças.

Trabalhador precisa ser respeitado para que a roda do desenvolvimento possa ser girada. Precisamos ter trabalhador e empresários juntos, um respeitando o direito do outro e precisamos sempre entender que o trabalhador é o mais desvalorizado da relação.

Queremos que o patrão esteja bem, com dinheiro no bolso e a empresa ótima, pois assim teremos mais oportunidades de emprego, melhores salários e mais dignidade no setor e com isso teremos nossa economia muito mais impulsionada, porque a construção civil é o setor que impulsiona a economia do Brasil e precisamos voltar o nosso olhar para esse setor.

O meu apoio à greve do setor da construção civil.