Cota de mulheres nas eleições ainda tem candidaturas-fantasma

A vereadora Adriana Ramalho foi uma das participantes do debate sobre os “20 anos da Lei de Cotas para as Mulheres na Política – Avanços e Desafios”, promovido pela Escola do Parlamento.

 

O evento, realizado na quarta-feira (27/9), também contou com a participação da promotora de justiça do Ministério Público de São Paulo, Vera Lúcia de Camargo Braga; da coordenadora de Políticas para as Mulheres do Município de São Paulo, Gislaine Caresia; da professora e pesquisadora da Fundação Getulio Vargas, Luciana de Oliveira Ramos; e do diretor da Escola do Parlamento, o cientista político Humberto Dantas de Mizuca.

 

As candidaturas-fantasma foram apontadas como um dos principais desafios da Lei, sancionada em 1997, que prevê cota mínima de 30% de mulheres disputando as eleições.

 

“É preciso criar meios para incentivar a participação feminina no cenário político. Um dos caminhos para estimular as mulheres a participarem é criar programas, cursos dentro dos partidos, para realmente apoiar as mulheres que queiram fazer política. Elas querem participar, mas não têm espaço”, disse Adriana Ramalho, líder da bancada do PSDB na Câmara Municipal de São Paulo.

 

Nas eleições de 2016 a fiscalização foi intensificada, mas ainda não é eficiente. “Várias ações foram ajuizadas no estado inteiro para tentar coibir essa fraude e já tivemos resultados positivos e candidaturas já foram cassadas por conta dessa prática”, afirmou Vera Lúcia.

 

O legislativo paulistano é um bom exemplo de que a participação feminina está aumentando. Nas eleições de 2016 foram eleitas 11 vereadoras, um aumento de 83% comparado com a eleição anterior, com 6 vereadoras.

 

“Infelizmente os espaços de poder, os espaços políticos não estão preparados, abertos e não incentivam a participação da mulher”, destaca Gislaine Caresia.

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