Criação da Procuradoria Especial da Mulher

Sr. Presidente, caras vereadoras, caros vereadores, amigas e amigos que nos acompanham na galeria, pela TV Câmara e pela internet, hoje foi publicada, no Diário Oficial da Cidade, a resolução que aprovamos criando a Procuradoria Especial da Mulher na Câmara Municipal de São Paulo. Esse projeto é de autoria do nosso Vice-Presidente Eduardo Tuma, que gentilmente cedeu a coautoria do projeto a mim, à vereadora Sâmia Bomfim e ao vereador Rodrigo Gomes.

Nós teremos, nesta Casa, mais um canal de denúncias de todo tipo de violência contra as mulheres, denúncias que chegarão aos órgãos competentes com o peso da Câmara Municipal de São Paulo. Isso é um sinal claro de que o Legislativo paulistano está do lado de quem não aceita que a cada cinco minutos uma mulher seja agredida no País, que a cada onze minutos uma mulher seja violentada, que a cada duas horas uma mulher seja assassinada.

A população de São Paulo deu um recado nas urnas e dobrou o número de mulheres vereadoras. Essa bancada feminina já vem mostrando, nesses cinco meses, que está disposta a transformar esse voto de confiança em conquistas. Quando contamos também com homens que compreendem a importância do empoderamento feminino para o conjunto da sociedade, como é o caso do nosso vice-presidente Eduardo Tuma, aí essa voz fica mais forte e o resultado é a efetivação de ações como esta.

Quero parabenizar meu amigo, vereador Eduardo Tuma, pelo belo projeto que coloca a Câmara Municipal de São Paulo na linha de frente dessa importante luta. É com homens como o vereador Eduardo Tuma, como o Ramalho da Construção, que também se importa com a causa feminina e sempre busca, no movimento sindical, dar espaço, abrir portas, bem como dar visibilidade ao trabalho tão importante que nós, mulheres, realizamos na sociedade, que vamos construir políticas públicas e ações propositivas para a valorização das mulheres para cargos de chefia, para mais mulheres na política, nas tomadas de decisões, bem como para que sejamos respeitadas e consideradas para estarmos à frente de grandes comissões, secretarias e espaços de decisão.

Eu tenho certeza de que vamos ainda avançar muito, que ainda vamos conseguir paridade dentro da Câmara Municipal, bem como em outros parlamentos, mas para isso precisamos cada vez mais unir forças das mulheres. Quando a gente fala de unir forças, fala de unir forças no geral, das mulheres na sociedade, na política, no comércio, no mercado de trabalho, bem como no resgate do real significado da política.

Eu, agora que estou vereadora, posso dizer. Há muito anos sou crítica da nossa política, que é sinceramente uma palhaçada. Às vezes olho o cenário e me decepciono, mas não deixo morrer a esperança de que ainda teremos cada vez mais parlamentares comprometidos em resgatar o significado da política; de que teremos políticos que não queiram somente olhar para o seu próprio umbigo, seus próprios interesses; e que, de fato, em suas atitudes veremos uma preocupação com a população, uma preocupação com a Cidade, com o Estado, com o Brasil.

Ainda vejo, na prática, que muitas vezes essas intenções se distorcem, que o olhar para o próprio umbigo ainda predomina, mas graças a Deus vejo que, nesta Câmara Municipal, há vereadores que querem conduzir de forma diferente, que lutam por causas, que lutam por bandeiras. Como bem falou a vereadora Sâmia Bomfim, de quem acompanhei a fala sobre a luta da comunidade LGBT, que nós precisamos aqui enfrentar, deixar a religiosidade de lado, deixar a sigla partidária de lado, sim, e poder avançar nessa luta com muita determinação. Estou aqui para lutar pela população e não me importam os obstáculos que apareçam ou as dificuldades que me imponham. Não tenho medo de homem nem de poder. Não tenho medo de nenhum governo. Se for preciso encarar, assim o farei com muito orgulho e satisfação, porque gosto de uma boa briga.

Muito obrigada.

 

 

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