O Desafio de Incluir Pela Educação

O grande desafio para a comunidade surda continua sendo a inclusão na educação. Diferentemente dos outros tipos de deficiência, o surdo é o único que se comunica em outra língua, a de sinais.

Setembro é especial para a comunidade surda, formada por 9,7 milhões de pessoas no Brasil, segundo o Censo 2010 do IBGE. Hoje, 26, é o Dia Nacional do Surdo, data criada em 2008, pelo deputado Eduardo Barbosa, após quase dez anos tramitando na Câmara Federal. A data foi escolhida para lembrar a abertura da primeira escola para surdos do Brasil em 1857, no Rio de Janeiro, hoje Instituto Nacional de Educação de Surdos (INES).

O grande desafio para a comunidade surda continua sendo a inclusão na educação. Diferentemente dos outros tipos de deficiência, o surdo é o único que se comunica em outra língua, a de sinais. Por isso é preciso criar mecanismos para garantir esse direito fundamental. Em 2002, a Língua Brasileira de Sinais (Libras) foi reconhecida como língua oficial, por iniciativa da então senadora Benedita da Silva. O grande problema é que muita gente não conhece a língua, o que dificulta a vida dos surdos.

Em São Paulo, a Secretaria de Educação mantém seis EMEBS Escolas Municipais de Educação Bilíngue para Surdos (EMEBS). Bilíngue porque as crianças são ensinadas em duas línguas, a primeira, na de sinais e a segunda, na Língua Portuguesa.

A primeira escola para surdos na cidade foi criada em 1952. Mais recentemente, em 2012, mais duas Escolas Polo Bilíngue, nos CEUs Capão Redondo e São Rafael. Hoje, a rede municipal atende 1.251 alunos surdos. São 700 nas EMEBS, 227 nas Unidades Polo e 324 em classes comuns. Vivem na cidade, segundo Censo 2010,30.202 surdos.

A inclusão dos surdos no mercado de trabalho é outra importante demanda dessa comunidade. Tenho um assessor parlamentar contratado no gabinete que é surdo e que tem ajudado na construção de projetos para a comunidade.

A garantia de direitos para a comunidade surda continua avançando. A Lei Brasileira de Inclusão (LBI), relatada pela deputada federal Mara Gabrilli, entrou em vigor há quase dois anos e muitos órgãos públicos ainda não a cumprem. Por isso, estamos fazendo uma série de audiências públicas sobre a LBI na Câmara de vereadores de São Paulo, para conscientizar pessoas com deficiência e também o poder público.

ADRIANA RAMALHO – ADVOGADA E VEREADORA PELO PSDB

COLUNA DE OPINIÃO

Enviar um e-mail: adrianaramalho@camara.sp.gov.br

Terça-feira, 26 de setembro de 2017

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