Programa Redenção completa 2.300 internações e quase 300 mil atendimentos

O Programa Redenção completou seis meses desde sua primeira intervenção com mais de 2.300 internações e quase 300 mil atendimentos em quatro unidades dos ATENDEs, que, juntos, contam com mais de 1.000 vagas. Trata-se do mais amplo programa de atenção e atendimento a dependentes químicos e enfrentamento do crack já existente na cidade.

Até o último dia 15 de novembro, os profissionais da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) já haviam realizado 51 mil atendimentos na região da Luz, com 2.776 encaminhamentos para tratamentos ou internações, sendo 2.374 para internações voluntárias em leitos de desintoxicação em hospitais contratados (972 internações no Hospital São João de Deus, 658 no Hospital Cantareira e 744 no Hospital Nossa Senhora de Fátima), 216 encaminhamentos para leitos de pronto-socorro e hospitais municipais e gerais, e 186 para Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (Caps-Ad III) e Centro de Referência de Álcool, Tabaco e Outras Drogas (Cratod).

Dentro da unidade avançada do Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (Caps) Prates, que começou a funcionar em 26 de maio, com dois psiquiatras de plantão 24 horas, foram realizados 3.500 atendimentos desde o início do funcionamento.

Nos três hospitais com leitos de desintoxicação contratados (São João de Deus, Cantareira e Nossa Senhora de Fátima), são no total 300 vagas e 222 estavam ocupadas em 15 de novembro.

Assistência Social

Para qualificar ainda mais o atendimento dos dependes, três unidades de Atendimento Diário Emergencial (ATENDE) foram instaladas na região da Luz, além de uma unidade descentralizada na Zona Sul. Os equipamentos são administrados pela Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social (SMADS) e contam com dormitório, espaços de descanso, banheiros, refeitório e sala para atendimento social. São quase 1.090 novas vagas criadas para atendimento dos dependentes químicos:

– Atende I (400 vagas) –  Rua dos Gusmões, 44 – Santa Ifigênia

– Atende II (240 vagas) – Rua Helvétia, 57

– Atende III (315 vagas) – Rua General Rondon, 50 – Campos Elísios

– Atende IV (134 vagas) – Av. Vereador José Diniz x Av. Roberto Marinho

Juntas, essas quatro unidades realizaram até o último dia 16 de novembro quase 300 mil atendimentos como acolhimento, disponibilização de refeições (café da manhã, almoço e jantar), banhos, oficinas, entre outros.

A SMADS também atua diariamente na região, das 8h às 22h, por meio dos orientadores sociais do Serviço Especializado de Abordagem Social (SEAS). São mais de 100 profissionais que abordam os dependentes realizando a escuta (para entender as demandas de cada um) e promovendo os encaminhamentos para os ATENDEs e para outras políticas públicas.

As abordagens são feitas individualmente, baseadas na criação de vínculo com os orientadores especializados e também são disponibilizados transporte para deslocar os usuários até a unidade indicada. Desde o dia 21 de maio, as equipes do SEAS já realizaram 129.359 mil abordagens, que resultaram em 107.364 encaminhamentos socioassistenciais. 

Segurança

A região da Nova Luz também recebeu reforço de segurança. O monitoramento é feito com o auxílio de câmeras, bases comunitárias, ônibus de vigilância e um drone, que sobrevoa a região três vezes por dia.

Habitação

A Secretaria Municipal de Habitação identificou as 275 famílias (527 pessoas) que moram nas quadras 37 e 38, que ficam no quadrilátero formado por Alameda Dino Bueno, Rua Helvétia, Alameda Cleveland, Alameda Glete, Largo Coração de Jesus e Rua Barão de Piracicaba, e realizou o processo eleitoral para formação do Conselho Gestor formado por moradores locais, sociedade civil e poder público.

O Conselho foi eleito em julho e ficou responsável pela deliberação das propostas de requalificação do perímetro das quadras 37 e 38, demarcadas como Zona Especial de Interesse Social (ZEIS).

A primeira versão da proposta de requalificação das quadras 37 e 38 foi apresentada ao Conselho Gestor dos Campos Elíseos em 25 de outubro. A proposta é manter os traços originais dos imóveis tombados e, a partir deles, criar novas modelagens arquitetônicas. O desafio será promover a integração do espaço considerando áreas comerciais, espaços verdes e equipamentos públicos. O projeto final será discutido e definido pelo Conselho Gestor.

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