Sobre a ocupação do plenário da Câmara Municipal

A SRA. ADRIANA RAMALHO (PSDB) – (Pela ordem) – Obrigada, nobre vereador Alfredinho, pela gentileza. Boa tarde, Sr. Presidente, nobres vereadoras e vereadores, todos que nos assistem pela TV Câmara São Paulo e pela internet.

Começo minha fala dizendo que os Srs. vereadores que aqui estão, os assessores e algumas pessoas com as quais tenho trabalhado, conjuntamente, sabem que sou da regra e do espírito agregador. Eu acho que é através do diálogo que conseguimos avançar e ter melhores resultados. Isso não importa uma sigla partidária, uma ideologia, mas, sim, lutar por aquilo que queremos, acreditamos.

Por isso, parabenizo a presidência e a Mesa da Casa, bem como todos os Srs. vereadores que registraram presença, os Srs. vereadores que ainda se fazem presentes e os que não estão presentes. Os não presentes estão, junto com o presidente Milton Leite, tentando dialogar com os jovens que estão fazendo o seu pleito. Essa é uma era em que estamos passando por um cenário político vexatório e muitos da nossa população inclusive falam que não trabalhamos e não representamos a voz e a vontade do povo.

A Câmara Municipal, através dos seus representantes e desta presidência, demonstrou que os Srs. vereadores gostam de trabalhar e estão fazendo jus aos seus mandatos. Estão hoje no 8º andar porque o plenário foi obstruído, mas isso não foi o suficiente para impedir e cercear a palavra e o trabalho do vereador.

Quero também esclarecer que, no momento da paralização, da invasão ou qualquer nome que se dê nesse sentido, eu estava passando justamente pelo plenário para ir à Comissão de Saúde. Presenciei lamentavelmente os jovens em cima das mesas, muitos outros chutando as cadeiras e muitos ainda gritando que iriam quebrar o plenário.

Se esta é a Casa do Povo, é a casa de todo o cidadão paulistano e todo o cidadão que aqui mora. Assim como os Srs. vereadores que compõem esta Casa, todos defendem a sua ideologia. Muitas vezes não concordamos e a população também é assim. Os jovens que estão hoje ocupando esta Casa devem entender que precisam respeitar aqueles que não concordam com as suas opiniões. E, se esta é a Casa do Povo, não podem ameaçar de quebrar e depredar uma instituição que pertence a todos.

Portanto, faço sim a defesa da GCM, que se sentiu coagida e só agiu da forma como agiu, sem pôr a mão em ninguém, porque estavam tendo ameaças e condutas infelizmente vexatórias.

Está na hora de partir justamente de cada um de nós para mostrar que os jovens são o futuro do nosso Brasil, que, em 2030, a população estará na faixa etária da terceira idade. Mas agora é o momento de preparar esses jovens para tratar a população com respeito. Essa esperança, que deve ser renovada, precisa ser ensinada a esses jovens, a como conduzirem os trabalhos.

Não sou contra nenhuma manifestação, paralização. Não, muito pelo contrário. Venho de uma linha de movimento sindical que apoia sim as manifestações para poder defender os seus direitos, para poder brigar por aquilo que se acredita, lutar por aquilo que é preciso, mas de uma forma ordeira, organizada, civilizada e pacífica. Não é quebrando, é negociando. Não é ameaçando, é lutando, defendendo, conversando, dialogando.

Foi dito por alguns Srs. vereadores que algumas atitudes precisam ser tomadas e eu concordo. Acredito que o diálogo, como está sendo tratado pelo presidente Milton Leite, já demonstra uma iniciativa e um lado que gosta do que é justo. Às vezes, uma ação do Sr. Prefeito pode não agradar uns, mas agradará outros e é por isso que tem de começar desta Casa o exemplo de falar sobre democracia, partindo de nós, vereadores.

Então, que façamos o nosso papel, que façamos a nossa missão com louvor, mas principalmente mostrando e sendo justo com o que é para ser justo. Quebrar patrimônio e a Câmara Municipal não é justiça. Não é assim que o pleito será atendido.

Que todos nós consigamos unir forças para conduzir a ação na tarde de hoje. Movimentos e paralisações, sim! Lutar pelo que acreditamos, sim! Que os jovens possam continuar a luta, mas que a invasão nunca aconteça e muito menos agressão física ou patrimonial.

Muito obrigada, Sr. Presidente, boa tarde a todos.